Crise financeira afundou o Sport em 2018

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Filipe Farias, do Jornal do Commercio
Twitter: @_filipefarias


Sabe aquela fama de bom pagador, de um clube saneado que honrava os seus compromissos e de que todo jogador gostaria de um dia vestir a camisa? Pois bem, essa reputação, o Sport não tem mais. A gestão do presidente Arnaldo Barros conseguiu, em dois anos, acabar com um legado construído ao longo de uma década. Se antes, os rubro-negros se orgulhavam de ser referência de organização, estrutura e boa administração, não só na Região Nordeste, mas em todo País; agora, o clube se envergonha de ver funcionários e jogadores convivendo com três meses de salários atrasados.


Na verdade, a bolha administrativa do Leão começou a inflar na gestão de João Humberto Martorelli, que passou a implementar um modelo de contratações ostentação, a começar pelo comando-técnico, com a chegada do contestado e caro Paulo Roberto Falcão. Além dele, o clube fez investimento em outros nomes no mínimo questionáveis: os colombianos Henríquez e Lenis, o costarriquenho Rodney Wallace, o chileno Mark González, além do lateral Maicon e dos atacantes Túlio de Melo, Vinícius Júnior, Johnathan Goiano. A folha chegou a ser de R$ 5 milhões. Tiveram outros técnicos medalhões: Ney Franco, Vanderlei Luxemburgo, Oswaldo de Oliveira, Nelsinho Baptista – todos ganhando acima dos R$ 300 mil.

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