Prova de linguagens do Enem exige leitura de mundo




Leia. Reflita sobre o que leu. Interprete, identifique as principais ideias do texto, que devem ser de temas diversos. Converse com outras pessoas para levantar argumentos positivos e negativos. Essas são algumas das sugestões para quem deseja fazer uma boa prova de linguagens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com um detalhe: a dica deve ser seguida para publicações em português e língua estrangeira. A menos de um mês para o teste – faltam 22 dias, pois será realizado em 4 de novembro – o fera também deve revisar alguns assuntos da parte gramatical.
Além da língua portuguesa e de um idioma estrangeiro (inglês ou espanhol), a prova de linguagens cobra conhecimento de literatura, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação. “A construção da maioria das questões dá a impressão de que na prova cai mais interpretação de texto. Mas ressalto que se o estudante não souber assuntos de gramática, como regência e pontuação, por exemplo, ele acaba se prejudicando”, diz o professor de linguagens Robson Teles, do Colégio Santa Maria, situado em Boa Viagem, Zona Sul do Recife.
“Não há como dissociar a gramática da língua. Para interpretar um texto é preciso conhecer o idioma. Uma das melhores maneiras de se familiarizar com o inglês, ampliar o vocabulário, é traduzindo músicas”, sugere o professor de inglês Henrique Pinto, da mesma escola. “Recomendo acessar site de periódicos como do jornal argentino Clarín (www.clarin.com). Outra dica é ler assuntos relacionados a descobrimentos na área científica”, complementa o docente de espanhol Hector Koon. Para textos em inglês vale entrar nos sites da BBC e da CNN.
Vale lembrar que somente cinco questões, de um total de 45 da prova, são de língua estrangeira. O candidato informa o idioma que vai querer responder no momento da inscrição do Enem. No teste aparecem, para todos os participantes, os quesitos de inglês e espanhol. Mas o estudante só precisa resolver as perguntas da língua estrangeira que ele escolheu. “A prova de linguagens poderia distribuir melhor as disciplinas. Consideramos pouco cinco questões de um idioma diferente do português”, observa Henrique.
Ao ler o enunciado, Robson orienta o vestibulando a assinalar as palavras mais importantes. O mesmo vale quando for ler os textos. “Na hora de resolver a questão, o estudante que fez isso ganha tempo”, ressalta o professor de português. “É bom também ir direto para a pergunta para depois ler o texto. Pois ajuda na interpretação”, complementa Henrique.

REDAÇÃO

No mesmo dia da prova de linguagens o fera terá que escrever uma redação e fazer o teste de ciências humanas (com disciplinas de história, geografia, sociologia e filosofia). Se na hora de redigir a dissertação der um branco, Robson diz que é melhor seguir para o teste de linguagens. “Está com dificuldade no tema? Lê um pouco a prova de linguagens pois podem aparecer questões relacionadas à redação. Vai ajudar a refletir”, afirma Robson.
Em artes, o professor sugere estudar arte figurativa e abstrata, neoconcretismo e manifestações culturais populares. “O Enem prima pela reflexão da arte como elemento crítico, como registro do que o homem está vivendo. Ao ver um quadro, ler uma tirinha, vale o estudante observar o contexto social e histórico em que foi feita”, diz o docente do Santa Maria.

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