PT intensifica militância e tenta frear perda de aliados

Nos últimos dias, Lula e aliados têm admitido não ter mais esperanças na Justiça para livrá-lo da prisão / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
O PT aproveitou a repercussão do imbróglio jurídico sobre a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, ocorrido neste domingo (8), para reacender a mobilização da militância e dar fôlego às conversas para a formação de alianças.
Enquanto preparam uma agenda de manifestações para as próximas semanas, os dirigentes petistas sentaram-se à mesa com outras legendas neste início de semana na esperança de neutralizar a movimentação de aliados históricos na direção de outros candidatos nas eleições 2018.
Nesta terça-feira (10), pela manhã, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), o vice-presidente Marcio Macedo e o deputado Paulo Teixeira (SP) encontraram-se em Brasília com o presidente do PSB, Carlos Siqueira.
Na reunião, ouviram de Siqueira que o partido de fato considera apoiar o pedetista Ciro Gomes na corrida ao Planalto. O PT reiterou, então, o desejo de selar um acordo nacional com o PSB e reforçou a disposição de apoiar candidatos pessebistas em Estados estratégicos, como Pernambuco.
O PSB pernambucano é um dos maiores defensores de uma aliança com o PT, uma vez a legenda torce pela retirada da pré-candidatura de Marília Arraes (PT) ao governo do Estado.
"Ele (Siqueira) disse que o PSB está entre duas tendências, que é o PT e o PDT. O que discutimos foi o apoio ao Lula em uma aliança formal", disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) ao Estadão/Broadcast.
Os petistas aguardam a definição do PSB entre os próximos dias 20 e 22. "Este diálogo serviu para afirmar nossa disposição. Tem muitos lugares em que interessa ao PSB um apoio nosso", comentou o parlamentar.
Ainda nesta semana, Gleisi deve viajar a Pernambuco para conversar com o governador Paulo Câmara. A senadora também pretende ir à Paraíba, onde deve se reunir com Ricardo Coutinho, também do PSB. Mesmo que os pessebistas fechem com o PDT, os petistas avaliam que a sigla pode ficar dividida e se alinhar ao PT. "O PSB é o partido que não se unificou nem para apoiar o Eduardo Campos (em 2014), então não temos a intenção de achar que nós vamos ser o fator de unidade do partido que não caminhou junto nem quando teve candidato", disse o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS). "Temos uma aliança prioritária com PSB e PCdoB", reforçou.
Ainda mantendo o discurso de que Lula será o candidato, líderes do PT citam entre aliados prioritários também o PCdoB, outra legenda cortejada por Ciro.

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