Cunhado de médico assassinado diz que família quer a verdade



Restos mortais foram encontrados em cacimba que recebeu um grosso tampo de concreto / Divulgação/Polícia Civil
“Toda a minha família está de luto. Somos pessoas simples e humildes e nunca aconteceu um fato desses envolvendo nossos familiares. Estamos sabendo da gravidade do que aconteceu e, como todo brasileiro, queremos esclarecer a verdade, doa a quem doer.” A declaração é do funcionário público Idalécio Rodrigues, um dos dez irmãos de Jussara Paes, 54, acusada de matar o marido, o médico Denirson Paes Silva, 54, junto com o filho do casal Danilo, 23. Em entrevista a uma TV local, quando ele tentava visitar a irmã neste domingo, sem sucesso, ele disse que “apesar de o mundo ter se aberto aos nossos pés, acreditamos que nossa irmã possa não ter nada a ver com isso.”


Conforme Idalécio, a família mora em Campo Alegre de Lourdes, na Bahia. E há 30 anos, o casal (que começou a namorar aos 14 anos) se mudou para o Recife e o contato com os parentes era pequeno. “O impacto é muito grande. Tínhamos um cunhado de bem, como minha irmã é uma pessoa de bem, nunca agrediu ninguém, temos convicção disso.”
Segundo o advogado Alexandre Oliveira, Idalécio está no Recife há cerca de 15 dias. “Ele veio quando soube do desaparecimento do cunhado e estava hospedado na residência do casal, mas diante da situação foi para um hotel”, relata. “O outro filho do casal foi para a casa de parentes.”

DEFESA

No Facebook, Heide Lacerda, uma amiga de Jussara, publicou: “Não, amiga, você não o fez e jamais fará! Crescemos juntas, conheço a sua índole e seu princípio. A sua família é digna do respeito de todos. A imprensa, infelizmente, faz alarde sem saber de fato os acontecimentos. Eu sei que você aguardava ele voltar, pelo fato de já ter acontecido em outras oportunidades. Sei também o quão recatada és, por isso a tão sofrida espera silenciosa... Peço a piedade de todos em relação ao caso”.
No perfil do médico, amigos da Universidade Federal de Pernambuco, onde se formou em 1989, pedem #JustiçaPraDenirson.

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